Minha Casa Minha Vida inclui famílias com renda até 9 mil reais

A expectativa é de que sejam contratados 610 mil imóveis do programa em 2017.

O Governo Federal anunciou, no início do mês de fevereiro, a possibilidade de famílias que têm renda mensal de até 9 mil reais poderem financiar imóvel através programa Minha Casa Minha Vida. Até então, só quem tinha renda familiar de até 6,5 mil reais podia participar do programa. Durante o anúncio da mudança, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, indicou que entre os recursos de trabalhadores e do Tesouro Nacional, o programa envolverá R$ 60 bilhões. A expectativa é de que sejam contratados 610 mil imóveis do programa neste ano. O novo modelo implica em reajuste de 7,69% no perfil de renda dos beneficiários pertencentes às faixas 1,5, 2 e 3, que serão, portanto, de R$ 2.350 a R$ 2.600 na faixa 1,5; de R$ 3.600 a R$ 4.000 na faixa 2; e R$ 6.500 a R$ 9.000 na faixa 3. O aumento, segundo o governo, seguiu a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Segundo o Ministério das Cidades, as faixas 2 e 3 liderarão a construção com a expectativa de até 400 mil casas em 2017. Nas demais faixas, o governo prevê 170 mil contratações na faixa 1, sendo 35 mil casas na modalidade rural, 35 mil na modalidade entidades urbanas e 100 mil no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Além disso, há expectativa de outras 40 mil unidades na faixa 1,5.

O governo também elevou o valor teto dos imóveis que podem usar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de serviço (FGTS). Em São Paulo, no Distrito Federal e Rio, o aumento será de R$ 255 mil para R$ 240 mil. Já nas capitais de Norte e Nordeste, a mudança vai de R$ 170 mil a R$ 180 mil.

Cenário atual e conjuntura
Estas mudanças visam agregar mais atividade para movimentação da economia. O processo pelo qual passa o Brasil é de realinhamento, onde a recessão começa a ficar para trás e reacender um sentimento positivo tanto nas famílias como nas empresas. Se tratando da indústria da construção civil, a atividade aquece em duas frentes: na aquisição das famílias e na parte em que as empresas irão construir as habitações para o governo.

Mesmo com juros mais baixos do Minha Casa Minha Vida, se lembre de pesquisar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento em mais de um banco. Além dos juros, ele inclui o custo do seguro do financiamento, entre outras taxas, o que pode encarecer o crédito. De acordo com o governo, o Minha Casa Minha Vida financia imóveis por uma taxa de juros de 8,16% ao ano, enquanto o mercado cobra juros entre 10% e 14% ao ano.

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