Valor às relações humanizadas

Por Lilian Sartorio

O casal João Geraldo Lima e Patrícia Lima passaram por experiências construtivas na capital paulista. Visando, porém, qualidade de vida e estreitamento das relações familiares encontraram em cidades do interior a tão almejada paz e, ao mesmo tempo, oportunidade de negócios. Em plena expansão com a Raffinato Móveis, o casal conta sua história de amor e companheirismo nos negócios:

Como tomaram a decisão, primeiramente, de viver no interior?
Nós somos naturais da cidade de São Roque, que também pode ser considerada uma cidade do interior, apesar de estar mais próxima à capital. O João morou em São Paulo por algum tempo e depois eu (Patrícia) fui para lá. Quando fiquei grávida, no entanto, decidimos buscar um estilo de vida mais calmo e mais próximo à nossa família. Nessa época, o João foi convidado para trabalhar em uma empresa na cidade de Cabreúva. Sempre tivemos o desejo de abrir um negócio próprio e a partir de uma dificuldade pessoal em comprar móveis, acabamos interessados em representar uma linha de planejados de qualidade na região. A cidade de Itu foi a indicada na ocasião e abraçamos a ideia.

A rotina tornou-se atribulada devido ao percurso diário Itu-São Roque? Sentiram alguma dificuldade de adaptação na cidade de Itu?
Viajar todos os dias acabou se tornando um processo bastante tranquilo, já que possuíamos estes hábitos também em outros trabalhos. Recentemente nos mudamos para a cidade de Indaiatuba, onde abrimos uma segunda loja e continuamos com esta rotina, porém o trajeto é feito em menor tempo. Quando estamos lá conseguimos almoçar em casa, por exemplo. Isso certamente seria impossível em São Paulo.
Desde o início, fomos muito bem recebidos em Itu. As pessoas na cidade nos acolheram de braços abertos, temos clientes em toda a região e também na capital. No interior é possível criar uma relação humanizada, além do atendimento personalizado. Damos muito valor a isso e conseguimos seguir prazos de produção e entrega, além de possuirmos profissionais capacitados em nossa própria equipe de montagem de móveis. Nossos clientes sentem tanta confiança que nos deixam a chave da casa deles tanto para a execução de trabalhos quanto para utilizarmos como uma espécie de “show-room” aos interessados em serviços similares.

Como surgiu a ideia de abrir a segunda loja em Indaiatuba?
A própria marca, observando o nosso crescimento em Itu e a organização da loja nos convidou para abrir uma filial na cidade de Indaiatuba. Prezamos muito pelo atendimento especializado e por isso treinamentos nossos gerentes e funcionários. Além da Raffinato e da marcenaria, aberta em 2014, a Patrícia possui uma loja de multimarcas na cidade de Salto, então temos experiências com negócios e varejo.

Como percebem o desenvolvimento da região no quesito negócios e quais são os planos para o futuro?
Ambos acreditamos que o interior de São Paulo tem um grande potencial de crescimento de negócios. A capital está cada vez mais inflada, competitiva e com grandes disparidades no quesito investimento X qualidade. Quando optamos por nos instalar aqui tínhamos a certeza que seria bastante trabalhoso e somente o bom gosto, pontualidade e garantia poderiam ser diferenciais de atendimento e conquista de novos clientes. Tanto que estes últimos viraram nossos amigos e indicam o nosso trabalho. Ainda observamos oportunidades de expansão para tipos de negócios variados. Recomendamos que, para quem deseja investir no interior que pesquise a região e certamente encontrará uma demanda. O público é exigente e certamente será uma oportunidade para trabalhar a favor e em conjunto com o cliente.
Para o futuro próximo a ideia é triplicar a capacidade da marcenaria com um novo equipamento que adquirimos, estruturar e profissionalizar as unidades que já possuímos para que possamos prosperar cada vez mais. Para um futuro próximo desejamos investir em São Roque, que é a nossa cidade do coração.

Para finalizar, pode compartilhar a experiência de um casal que trabalha e vive junto há tantos anos
Precisamos ter muito equilíbrio em nossa relação e respeitar as nossas diferenças. Temos particularidades, coisas que tanto um quanto o outro faz melhor e assim definimos as nossas obrigações. Lutamos pelos mesmos objetivos e esse é um dos pontos bastante positivos. A confiança é essencial, acreditamos plenamente um no outro e sabemos os nossos limites.
Procuramos não levar trabalho para casa e sempre estarmos atentos para não tocar destes assuntos enquanto desfrutamos momentos em família e não como sócios.

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